O filho do ex-deputado estadual Wallace Souza, Raphael Souza, foi ouvido em termo de declaração ontem à tarde por integrantes da força-tarefa. O depoimento durou, aproximadamente, seis horas e encerrou com o indiciamento dele nos inquéritos dos homicídios de Luiz Macedo de Souza, o "Luizão" ou "Pulga", e do garçom Davis Oliveira Alencar, o ambos executados a tiros no ano passado.De acordo com as delegadas e a promotora, Raphael não respondeu a nenhuma das perguntas que lhe foram feitas, justificando que só falará em juízo. Durante o depoimento "foi frio e arrogante e, em alguma vezes, chegou a ser irônico". "Agora eu sou ladrão, traficante e homicida", disse o preso, em tom irônico.
Segundo as integrantes da força-tarefa, Raphael foi indiciado como o mandante dos crimes de "Pulga" e de Davis. Segundo as denúncias que levaram ao seu indiciamento, Raphael teria mandado executar "Luiz Pulga" porque este se negou a assassinar a juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe e ainda ameaçou denunciar o grupo comandado por Wallace e Raphael.
Davis foi assassinado na praça do Congresso, no Centro. O ex-policial militar e ex-segurança de Wallace, Moacir Jorge da Costa, o "Môa", disse, em declarações à força-tarefa, que estava em um carro com Raphael e um pistoleiro identificado como "Lourinho" no dia do crime. Ele afirma que "Lourinho" matou Davis e que o carro usado era alugado. O motivo do assassinato ainda é desconhecido pela polícia.
No final do depoimento, Raphael, de cabeça erguida, também não respondeu às perguntas dos repórteres. Apenas disse que não iria falar, mas afirmou ser inocente e que vai provar isso. Da secretaria, ele foi levado de volta para ao Compaj, onde está preso desde a semana passada, após ser condenado pela Justiça a 11 anos de reclusão.
Fonte: A Crítica
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