Se forem presos, Carlos e Fausto irão direto para a prisão especial pois têm nível superior. O vereador é formado em Administração e Marketing e pós-graduado na mesma área, e o vice-prefeito em Biologia. Por não ter completado o terceiro grau, o irmão deles, Wallace Souza, preso desde o último dia 9 de outubro, enfrentou uma batalha judicial para ser transferido da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), para o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Ele está internado no Hospital Beneficente Portuguesa, no Centro, desde domingo, para tratamento e exames. O médico dele, Sidney Chalub, alega que Wallace sofre de problemas pulmonares e hepáticos e que o estado de saúde dele é grave e estima cuidados.
As prisões de Fausto e Carlos Souza foram pedidas pelos promotores Ronaldo Andrade e Alberto Nascimento Júnior. Eles dizem que, durante as investigações, que tiveram início com denúncias feitas em depoimento pelo ex-segurança de Wallace, o ex-soldado da Polícia Militar Moacir Jorge da Costa, o "Môa", ficou clara a participação dos irmãos Souza no crime de associação para o tráfico de drogas. A prisão preventiva é baseada nas investigações e escutas feitas pela Polícia Federal, na "operação Centurião", em 2005, e ainda nos depoimentos do traficante Frank Oliveira, o "Franquizinho do 40", e da irmã dele, Patrícia Oliveira, presa no último dia 3 na "Operação 40 Graus".
Foi pedida ainda a prisão de Vanessa Lima, produtora do programa "Canal Livre", apresentado por Fausto, Carlos e Wallace, e do escrivão de Polícia Civil João Bosco Sarraf. Para os promotores, eles utilizavam o programa para obter informações privilegiadas sobre o funcionamento de bocas-de-fumo concorrentes e denunciá-las em reportagens sob pretexto de combater o tráfico.
O pedido de prisão diz, ainda, que Carlos chegou a propor a eliminação do traficante concorrente conhecido como "José Roberto da Compensa", e que Fausto, em diversas oportunidades, adquiriu armas para membros da organização criminosa. Já Vanessa teria conhecimento das atividades dos chefes e aderiu a elas, segundo escutas da "Operação Centurião". Para os promotores, os três tem de ser presos porque ameaçam as investigações e a instrunção processual.
Fonte: A Crítica
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