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Crise mundial tem impacto positivo no PIM, avalia pesquisador
09-out-2008
MANAUS - A crise econômica mundial apresenta um lado positivo para as empresas do Pólo Industrial de Manaus (PIM). Segundo o coordenador-geral de Estudos Econômicos e Empresariais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), José Alberto Costa Machado, o aumento do dólar, um dos efeitos da crise, colocou a produção do pólo industrial num cenário de maior competitividade, uma vez que equiparou os preços dos produtos da região aos dos artigos importados, sobretudo, os provenientes dos países asiáticos e que são vendidos no Brasil por preços menores do que os dos artigos nacionais.

- O produto importado, que concorre diretamente conosco no mercado nacional, ficou mais caro com a alta do dólar. Com o dólar e os importados da Ásia mais caros, o comércio da produção nacional ganhou mais espaço e força -, explicou.

Por enquanto, nem a falência de tradicionais bancos norte-americanos nem a preocupação do governo federal com uma possível escassez de crédito abalaram as empresas instaladas na cidade e que recebem os incentivos fiscais concedidos pela Zona Franca de Manaus. De acordo com Machado, a estabilidade do pólo industrial ainda se deve ao destino de seus produtos, que são em grande maioria absorvidos pelo mercado latino-americano – que também não sofre impactos negativos em decorrência do momento econômico por que passam Estados Unidos e Europa.

Pelo menos até dezembro, as empresas trabalham normalmente para produzir as encomendas recebidas e contam com o estoque de matéria-prima para atender à demanda nos últimos meses de 2008.

Crise

Machado pondera que, se a crise perdurar, a partir de janeiro ou fevereiro de 2009, pode ocorrer um redirecionamento das exportações asiáticas, dos Estados Unidos e Europa – hoje seus principais compradores – para países mais estabilizados e com maior capacidade de absorção dos seus produtos, como o Brasil.

- Com a crise, Estados Unidos e Europa não vão conseguir manter o mesmo ritmo de compras dos asiáticos, que vão começar a procurar outros mercados mais estáveis ou com capacidade de absorção. Não resta dúvida de que o Brasil é naturalmente um forte candidato e isso vai gerar uma pressão das exportações chinesas para o nosso país -, declarou.

Fonte: Portal Amazônia
 

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