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Ex-Deputado Chico Preto visita a Eganet e concede entrevista

chico-preto-eganet-pO ex-deputado Marco Antônio Chico Preto, 40, nascido na capital amazonense, tem 18 anos de sua vida dedicados à política do Estado e prepara-se para enfrentar uma nova eleição como candidato a deputado estadual. Em entrevista ao site Eganet, durante visita ao município de Tefé, ele fala dessa caminhada pelo Amazonas, dos projetos aprovados nas passagens pela Câmara Municipal de Manaus e pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, entre outros assuntos mais. Confira...

Eganet - Como a política entrou na sua vida?

Chico Preto - Meu primeiro contato com a política foi ainda criança, quando ia aos comícios do meu padrinho de batismo, o ex-deputado federal Mário Haddad Mas, foi somente em 1992, aos 21 anos, que lancei, pela primeira vez, minha candidatura ao cargo de vereador em Manaus. Filiado ao PCN, alcancei a primeira suplência e despertei a atenção na época.

Eganet - Fale dessa trajetória política...

CP - Meu primeiro mandato mesmo como vereador só veio em 1996, com a obtenção de 2.456 votos. Daí, conquistei a reeleição para o quadriênio 2001-2004, e depois novamente para 2005-2008. Nesse meu último mandato, fiquei por dois anos como presidente da Câmara Municipal de Manaus.

Em 2006, já no PMDB, disputei uma vaga na Assembleia, mas, embora com mais de 22 mil votos e sendo o 11º candidato mais votado, fiquei com a suplência. Meu mandato como deputado estadual teve início em abril de 2008, na vaga deixada por Francisco Souza, que assumia o cargo de Ouvidor-Geral do Estado. Após quase dois anos na casa legislativa e uma atuação positiva, deixei o cargo com o retorno do deputado Souza.

Eganet - Qual o balanço dessa caminhada desde a Câmara até a Assembleia?

CP - Bastante positiva. Como vereador, fui responsável por viabilizar, a partir da redução dos custos e de uma gestão responsável, a construção do prédio da Câmara Municipal de Manaus Ainda na Câmara, conseguimos reduzir o recesso parlamentar de 90 dias para 55 dias, e aprovar leis de grande importância para a população manauara.

Já na Assembleia, entre projetos de lei aprovados de minha autoria, destaco os relacionados à regionalização da merenda e mobiliário escolar. Aprovados pelos deputados e sancionados por Eduardo Braga, ainda como governador, os projetos asseguram, mesmo após mudança de governo, a compra de alimentos e móveis na região para atender a rede pública do Estado. Isso significa a garantia de emprego e renda no interior amazonense. Além da compra garantida da produção, milhares de produtores de todo o Estado têm renda e emprego assegurados com a perenização desses projetos.

Somada à questão do desenvolvimento econômico no interior, a condição do idoso no Amazonas também sempre foi minha bandeira de luta na casa legislativa. Asseguramos, por meio da Emenda Constitucional 65/2008, a reserva de duas vagas gratuitas para pessoas com mais de 60 anos em barcos e ônibus de transporte rodoviário intermunicipal. E continuamos na luta para que esse direito seja conhecido e respeitado.

Eganet - No ano passado, o Sr. trocou de partido, saindo do PMDB e indo para PP. O que explica essa mudança?

CP - Primeiro, é bom relembrar que já estive no PP e retornei agora porque, na política, existe, além da ideologia, uma coisa que é estratégia eleitoral. Voltei a partir do convite do presidente Francisco Garcia.

Eganet - O Sr. sempre vem à Tefé. Qual a sua relação com a cidade?

CP - Fiz e tenho muitos amigos em Tefé, por isso sempre que posso dou uma passadinha pelo município. Revejo essas pessoas, ouço seus anseios...Agora, por exemplo, estive com o pessoal do Conselho Tutelar, que me trouxe uma preocupação pertinente, a necessidade de uma instalação no município de uma delegacia especializada para atender os casos de violência contra a mulher, criança e idoso. Esses públicos precisam de um tratamento diferenciado, de um olhar especial...

Eganet - Como homem preocupado com o desenvolvimento do interior, deve saber o quanto a comunicação é deficitária nos municípios amazonenses. O que pensa sobre o assunto?

CP - Conheço essa realidade, sim. Se na capital a internet já é lenta e bem cara, no interior esse cenário é bem pior E é sabido que hoje a comunicação, por meio da internet, é fator de desenvolvimento econômico e de mudança social em qualquer região. Entendo que, para que o problema fosse, pelo menos, minimizado, o Estado poderia conceder incentivo fiscal a empresas que prestam o serviço para que elas pudessem ter os custos operacionais reduzidos e, consequentemente, tivessem condições de baratear o preço aos consumidores finais. Assim, com certeza, mais pessoas no interior teriam acesso à internet. Ou seja, a abertura para um mundo de informações e conhecimentos novos.
Ex-Deputado Chico Preto