Manaus - A produção industrial do Amazonas cresceu 7,6% em maio deste ano, sobre maio de 2010, ficando quase três vezes acima da média nacional de 2,7% para o período, segundo a pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta no Estado foi influenciada, entre outros fatores, pela fabricação de motocicletas e suas peças.
De acordo com o disseminador de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira Jaques, além do segmento de transportes que avançou 22,6% com a fabricação de motos e peças, o segmento de máquinas e equipamentos aumentou 43,3%, configurando-se como o segmento de maior evolução industrial do Estado, no comparativo entre os meses de maio deste ano e do ano passado.
Os segmentos de material eletrônico e equipamentos de comunicações aumentaram 10,2% e o segmento de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar e óptico tiveram alta de 41,4%. "Nestes ramos, destacaram-se os telefones celulares, fornos de micro-ondas, condicionadores de ar e relógios", afirma Jaques.
O IBGE analisa apenas dois tipos de indústrias no Amazonas: extrativista e de transformação. Esta última é subdividida em dez segmentos, onde três deles tiveram redução na produção. O segmento de alimentos e bebidas caiu 15,9%, seguido por refino de petróleo e álcool (-6,3%) e o segmento de edição, impressão e reprodução de gravações (-4%).
"A principal pressão negativa veio de alimentos e bebidas, por conta da menor fabricação de preparações em pó e em xarope para elaboração de bebidas não alcoólicas, como refrigerantes", explicou o disseminador de informações do IBGE no Amazonas.
Na avaliação do desempenho mensal da indústria local, a produção industrial amazonense de maio aumentou 3,9% sobre abril, após registrar diminuição de 8,6% em março e avançar 6,2% em abril.
No País, a produção industrial apresentou crescimento em oito dos 14 locais pesquisados, resultado superior ao de março (quatro locais com expansão) e de abril, com seis locais. Além do aumento no ritmo da produção em maio, houve também influência do efeito calendário, já que maio de 2011 (22 dias) teve um dia útil a mais do que maio de 2010 (21 dias).
Fonte: Dez Minutos
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